Compreender a política externa alemã é essencial não apenas para entender o papel do país no sistema internacional, mas também para compreender as dinâmicas da ordem internacional e os movimentos da política internacional. Pensando nisso, a ESRI e a Revista Relações Exteriores indicam livros sobre a política externa da Alemanha.
Sumário

Por um Lugar ao sol: a Construção da Política Externa Alemã, de Bismarck a Guilherme II (1871-1914)
Por Bruno Pimenta Starling

“Os processos de consolidação de Estados nacionais dependem fortemente da criação de algum tipo de identidade compartilhada entre seus cidadãos, bem como de lideranças capazes de empenhar os recursos do Estado em projetos nacionais voltados para a política doméstica ou exterior. As práticas que levam à transformação de unidades familiares ou clânicas em unidades nacionais é complexa e requer um processo longo no tempo.
O recrudescimento dos nacionalismos no início do século XXI, e as políticas nacionais que buscam instrumentalizar tais forças em prol de projetos de poder, é uma tendência forte em nosso tempo. O exemplo da Alemanha do Segundo Reich se enquadra nesta realidade. Ele serve de parâmetro para pensarmos nossos tempos e os prováveis desdobramentos de políticas que levam em consideração componentes étnicos, religiosos e partidários na elaboração da identidade nacional.”
Política externa alemã na República de Berlim: de Gerhard Schröder a Angela Merkel
Por Marcelo P. S. Câmara

“Este trabalho oferece um exame das transformações da política externa alemã com o advento da “República de Berlim”, com ênfase ao primeiro Governo (1998-2005) sob sua égide, encabeçado por Gerhard Schröder (Partido Social-Democrata) e Joschka Fischer (Verdes). Essa terceira fase republicana da Alemanha apresenta distintivos de monta em relação à “República de Bonn”: a fruição da plena soberania jurídica internacional, à luz das disposições do Tratado 2+4; a reassunção da condição de Estado nacional, com a superação da divisão intra-alemã; translado da capital para Berlim, vergando o centro gravitacional do país (e da Europa) para leste; e o estágio avançado da integração regional, com a conformação de uma zona monetária comum onde Berlim passou a exercer liderança econômica inconteste.”
Alemanha: Visões Brasileiras
Por Samuel Pinheiro Guimarães (org.)

“Os trabalhos reunidos no presente livro foram elaborados por cientistas políticos, diplomatas e economistas de destaque e abordam aspectos políticos e econômicos da política exterior da Alemanha.”
A Europa alemã – A crise do euro e as novas perspectivas e poder
Por Ulrich Beck

“Um estudo sobre a hegemonia política e ideológica da Alemanha na Europa Em um famoso discurso proferido em Hamburgo em 1953, Thomas Mann advertiu os alemães sobre o perigo de quererem voltar a almejar uma “Europa alemã”. E que muito menos catastrófico seria que conseguissem obter uma “Alemanha europeia”. Mas no rastro da crise do euro, foi justamente o que aconteceu. Com uma política “Merkiavélica”, brinca o autor em referência à liderança de Angela Merkel, a Alemanha se tornou hegemônica na Europa, tanto do ponto de vista político como do ideológico. Como líder econômica do continente pode ditar aos países da zona do euro as condições para a obtenção de novos créditos, incluindo o esvaziamento dos direitos de coparticipação dos parlamentos grego, italiano, espanhol e até mesmo do alemão. Quais as consequências da polêmica política de contenção alemã para o equilíbrio de poder europeu? Que soluções são possíveis no conflito entre os arquitetos da Europa e os ortodoxos do Estado nacional? Como conciliar os imperativos da solução da crise e da democracia face ao risco-Europa? São essas as questões que Ulrich Beck aborda. E ele conclui que é preciso um novo contrato social europeu: um contrato que, através da própria ideia de Europa, garanta mais liberdade, mais segurança social e mais democracia. • Ulrich Beck ficou conhecido por sua “teoria da sociedade do risco”, que sustenta que a atual distribuição de riscos é incapaz de dar conta das diferenças sociais, econômicas e geográficas da modernidade, o que acarretaria problemas em escala global muito mais difíceis de serem controlados.”
Justiça de transição: análises comparadas Brasil-Alemanha
Por Cornelius Prittwitz et al. (org.)

Kaput: o fim do milagre alemão
Por Wolfganh Munchau

“Até há pouco tempo, a Alemanha parecia ser um modelo de sucesso económico e político. Angela Merkel era amplamente considerada como a verdadeira “líder do mundo livre” e o modelo económico alemão, impulsionado pelas exportações, parecia garantir prosperidade. No entanto, eventos recentes – desde a dependência da Alemanha do gás russo até aos atrasos da sua indústria automóvel na transição para a eletrificação – abalaram essa percepção.
Em Kaput, Wolfgang Münchau argumenta que as fragilidades da economia alemã, na verdade, vêm-se acumulando há décadas. As políticas neo-mercantilistas do estado alemão, impulsionadas pelos laços estreitos entre a elite industrial e política do país, tornaram a Alemanha excessivamente dependente da Rússia e da China, tecnologicamente atrasada e pouco preparada para se adaptar às realidades digitais do século XXI.”
Curso de Política Externa Alemã
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Aulas: 08, 10, 15 e 17 de Abril
Horário: 19h00 (ao vivo e online)*
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*Caso não possa participar ao vivo, você pode realizar as aulas no painel do aluno, no seu tempo. Acesso por 1 ano.
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